segunda-feira, março 30, 2026
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Soldado admite feminicídio e incêndio em quartel de Brasília

Na tarde de sexta-feira (5), a morte da cabo do Exército, Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi reportada como um possível caso de feminicídio, segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgadas neste sábado (6).

O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou ter cometido o crime e está atualmente detido no Batalhão da Polícia do Exército em Brasília. A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia Policial (DP) da Asa Norte, indica que a discussão entre os dois precedeu o assassinato. De acordo com a polícia, Maria de Lourdes teria exigido que o soldado terminasse seu relacionamento atual para ficar com ela, embora familiares neguem que houvesse um romance entre os dois.

O soldado não possuía antecedentes criminais. Ele ficará sob custódia, enfrentando acusações de feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, com pena que pode chegar a 54 anos de reclusão.

O corpo da militar foi encontrado carbonizado, com um corte no pescoço, após um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) localizou grande quantidade de combustível no local, o que contribuiu para a propagação do fogo. Durante os trabalhos de resfriamento, os bombeiros descobriram o corpo da vítima.

Maria de Lourdes Freire Matos atuava como saxofonista na banda do regimento. O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas expressou suas condolências nas redes sociais, ressaltando seu comprometimento e profissionalismo.

Em relação ao soldado preso, o Exército informou que ele foi detido imediatamente após a confissão e um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto. Ele deverá ser expulso da Força Militar, e a corporação está oferecendo apoio à família da vítima.

Este incidente se insere em um contexto de aumento de feminicídios no Brasil. Recentemente, ocorreram outros casos violentos, como o assassinato de duas funcionárias de um Centro Federal de Educação Tecnológica no Rio de Janeiro e uma mulher que foi gravemente ferida em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou sobre a situação, convocando os homens a se engajar na luta contra a violência de gênero.

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