Enquanto as negociações do documento final da COP30 prosseguem em Belém, representantes da sociedade civil expressam preocupações sobre a falta de ambição das nações em relação às metas climáticas estipuladas pelo Acordo de Paris, cujo objetivo é limitar o aumento da temperatura global.
O Observatório do Clima critica a prévia do texto, ressaltando que ela não avança na proposta brasileira de estabelecer um plano para a transição energética, favorecendo os interesses dos países produtores de petróleo, conhecidos como LMDCs (Grupo de Países em Desenvolvimento com Pensamento Afins). A organização destaca que a ausência de menções a combustíveis fósseis nos textos torna as medidas propostas insuficientes.
Além disso, a ausência de um compromisso claro em relação ao financiamento climático também é um ponto de preocupação. O programa de financiamento de dois anos, que deve priorizar recursos públicos, foi considerado um avanço, porém, os grupos envolvidos ainda aguardam reações acerca da sua adequação às necessidades dos países em desenvolvimento.
No que diz respeito ao desmatamento, há um apelo por metas mais ambiciosas que garantam a erradicação do desmatamento até 2030. Especialistas enfatizam a necessidade de um plano claro para superar a dependência de combustíveis fósseis e estabelecer um roteiro para alcançar essa meta.
Outro aspecto crítico envolve o financiamento para as nações em desenvolvimento, com um foco especial na adaptação climática. Há expectativa em torno da possibilidade de triplicar os recursos disponíveis, embora a eficácia do compromisso ainda precise ser validada nas discussões em curso.
Nesta fase final da conferência, o Brasil tenta articular esforços para desbloquear as negociações, lembrando que o consenso entre os 194 países participantes da COP30 é essencial para o encaminhamento das decisões finais.



