segunda-feira, março 30, 2026
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Sete em cada dez alunos do ensino médio utilizam inteligência artificial generativa para suas pesquisas

Sete em cada dez estudantes do ensino médio no Brasil são adeptos de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT e Gemini, no âmbito de pesquisas escolares. No entanto, a orientação sobre o uso seguro e responsável dessas tecnologias nas escolas é mínima, com apenas 32% dos alunos recebendo algum tipo de instrução sobre o tema.

Essas informações foram divulgadas na 15ª edição da pesquisa TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A pesquisa analisou o impacto da tecnologia na educação brasileira, especialmente no contexto atual.

No levantamento inicial, 37% dos estudantes do ensino fundamental e médio afirmaram utilizar ferramentas de IA para procura de informações. A porcentagem é ainda maior entre os alunos do ensino médio, que alcançam 70% de utilização.

As instituições de ensino já iniciaram discussões sobre o papel da IA generativa nas atividades acadêmicas, envolvendo gestores, professores e pais. A pesquisa revelou que 68% dos gestores realizaram reuniões com funcionários e 60% com os responsáveis para debater o uso de tecnologias digitais, sendo que 40% mencionaram especificamente normativas sobre o uso da IA.

Apesar do uso crescente, a falta de orientação prática revela uma lacuna importante que precisa ser abordada nas escolas. A pesquisa também destacou que as práticas baseadas em IA apresentam novas demandas quanto à integridade da informação e à avaliação de fontes.

Em relação ao uso de celulares nas escolas, a pesquisa foi realizada em um período de transição, coincidente com a promulgação da Lei 15.100, que limita o uso desses dispositivos. Em 2024, 39% das instituições proíbem completamente o celular, um aumento em relação aos 28% registrados anteriormente. A permissão do uso em determinados horários e locais também apresentou queda, passando de 64% para 56%.

No que tange à conectividade, quase todas as escolas brasileiras (96%) têm acesso à internet, com destaque para as instituições municipais e rurais, que apresentaram um aumento significativo na conectividade nos últimos anos. No entanto, a desigualdade no acesso ainda persiste, especialmente nas redes municipal e estadual, onde 27% dos alunos utilizam a internet para atividades escolares.

Além disso, a presença de dispositivos digitais nas escolas ainda é limitada, com uma queda no número de computadores disponíveis para uso dos alunos. Essa situação é mais evidente nas escolas rurais, onde a disponibilidade de equipamentos diminuiu de 46% para 33% entre 2022 e 2024.

Por fim, a formação dos professores para o uso de tecnologia digital tem mostrado uma queda significativa. Apenas 54% dos docentes participaram de cursos de formação nesse sentido em 2024, uma redução em relação aos 65% de 2021. Para melhorar a orientação dos alunos sobre o uso responsável das tecnologias digitais, a capacitação dos professores é vista como essencial.

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