Com a chegada do período chuvoso, que favorece a reprodução do Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e Zika — a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul intensificou o planejamento para conter a circulação das arboviroses e reduzir impactos na rede de saúde.
Na terça-feira (9) a SES realizou reunião para alinhar ações de curto, médio e longo prazo voltadas ao enfrentamento das doenças em 2026. Participaram do encontro a secretária adjunta de Saúde e técnicos das áreas de Vigilância em Saúde e Atenção Primária. A prioridade definida foi o primeiro quadrimestre, período historicamente mais crítico em função das condições climáticas.
Quatro pilares foram estabelecidos para nortear as medidas:
– fortalecimento do controle vetorial;
– qualificação das visitas domiciliares;
– vigilância epidemiológica contínua, com atenção aos casos silenciosos;
– ampliação da cobertura vacinal.
Também foram previstas oficinas regionais sobre manejo clínico da chikungunya e a compra de bombas costais motorizadas para reforçar as ações de bloqueio nos municípios com maior incidência.
A SES programou visitas técnicas a municípios prioritários e reuniões diretas com prefeitos e secretários municipais de saúde, com o objetivo de alinhar responsabilidades, aprimorar a execução das ações e fortalecer a cooperação entre Estado e municípios.
Devido ao aumento do número de casos de chikungunya nos últimos 14 dias, estão marcadas reuniões em dezembro nos municípios de Antônio João, Fátima do Sul, Figueirão, Bataguassu e Brasilândia. Nessas agendas serão alinhados fluxos e definidas ações estratégicas de controle.
Durante as visitas serão promovidos encontros com prefeitos, secretários e equipes técnicas para:
– revisar e fortalecer o fluxo de notificação e manejo dos casos;
– integrar ações entre vigilância epidemiológica, controle de vetores e atenção à saúde;
– definir medidas imediatas de resposta;
– orientar sobre diretrizes estaduais e reforçar o monitoramento das intervenções.
A presença in loco foi considerada essencial para organizar rapidamente a resposta, padronizar procedimentos e oferecer apoio técnico às gestões municipais, reduzindo o risco de ampliação da transmissão.
Para acompanhar as estratégias, a SES elaborará um calendário de monitoramento e agendará reuniões presenciais ao longo do primeiro quadrimestre de 2026. O planejamento prevê intensificação das ações em janeiro, mês apontado como decisivo para minimizar os impactos das arboviroses ao longo do período.
O plano de enfrentamento prevê atuação integrada entre vigilância, assistência, gestão e comunidade para aumentar a efetividade das medidas.



