A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas informou nesta sexta-feira (24) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a demora na comunicação sobre o monitoramento do ex-presidente Fernando Collor se deu devido à desconhecimento do e-mail do gabinete do ministro.
Na semana anterior, Moraes solicitou esclarecimentos sobre o desligamento da tornozeleira eletrônica que acompanha Collor, que cumpre prisão domiciliar em Maceió. O ministro apontou que o equipamento ficou sem bateria nos dias 2 e 3 de maio, mas a informação foi reportada apenas em outubro, cinco meses depois.
A secretaria alegou que, embora o monitoramento estivesse sendo realizado de maneira adequada, os relatórios não foram enviados por falta de conhecimento do endereço eletrônico correto do gabinete. A justificativa do órgão mencionou que a demora foi resultado da falta de familiaridade com o e-mail institucional designado para esse tipo de comunicação, além da necessidade de garantir a segurança das informações oficiais.
A secretaria também negou qualquer intento de ocultar dados, enfatizando que a conduta seguiu rigorosamente os procedimentos internos, assegurando a integridade das informações.
Em 2023, Collor foi condenado pelo STF por sua participação em esquema de corrupção envolvendo a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, onde recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas entre 2010 e 2014. A sua prisão foi determinada após o tribunal rejeitar recursos da defesa.
Após o início do cumprimento da pena, a defesa requereu ao STF a mudança para prisão domiciliar, alegando que Collor, com 75 anos, apresenta diversas comorbidades, incluindo doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.



