sexta-feira, março 27, 2026
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São Paulo registra 11 mortes após ingestão de metanol

O estado de São Paulo registrou 11 mortes por ingestão de metanol entre setembro e novembro, segundo o último balanço da Secretaria da Saúde divulgado na quarta-feira (17).

Na capital paulista, quatro homens entre 26 e 54 anos foram contabilizados entre as vítimas. Em São Bernardo do Campo, morreram uma mulher de 30 anos e um homem de 62. Em Osasco, as vítimas foram dois homens, de 23 e 25 anos, e uma mulher de 27. Há ainda óbitos confirmados de um homem de 37 anos em Jundiaí e de um homem de 26 em Sorocaba.

As autoridades de saúde investigam a causa da morte de outras quatro pessoas: um morador de Guariba, de 39 anos; um de São José dos Campos, de 31; e dois de Cajamar, de 29 e 38 anos.

Ao todo, foram confirmados 51 casos de intoxicação por metanol. O balanço também registra 555 casos suspeitos que foram descartados. O metanol é usado industrialmente na fabricação de anticongelantes, solventes, tintas e combustíveis, entre outros.

A sala de situação criada em outubro para acompanhar as ocorrências foi desativada no dia 8, em razão da redução do número de incidentes. Conforme o relatório, o último caso confirmado ocorreu em 26 de novembro, com início dos sintomas em 23 daquele mês.

Houve articulação entre ministérios e órgãos estaduais. No âmbito federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) emitiram notificações a estabelecimentos comerciais. A Polícia Federal conduz investigações, incluindo uma linha que apura possível participação de organização criminosa na adulteração das bebidas.

O Ministério da Saúde enviou ao país remessas de antídotos para tratar pacientes intoxicados. Equipes estaduais de Saúde e Segurança Pública apreenderam 117 garrafas de bebidas sem rótulo nem comprovação de procedência nos bairros Jardim Paulista e Mooca.

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