**Água que impulsiona comunidades: o círculo de bananeiras e a mudança sustentável no Pantanal**
No intenso calor da tarde pantaneira, agricultores familiares de Corumbá se reuniram no Assentamento Taquaral para descobrir formas de transformar o uso da água em uma solução sustentável. Pressionados pelo clima, cerca de 30 participantes estiveram dispostos a aprender estratégias para gerenciar a água em suas propriedades.
A engenheira sanitarista Adriana Galbiati conduziu a atividade, demonstrando como o círculo de bananeiras pode reaproveitar águas cinzas. A abordagem prática foi o destaque do encontro, onde os agricultores puderam cavar, conectar canos e plantar o sistema que receberia a água da lavagem de utensílios de uma agroindústria local de laticínios.
A iniciativa, promovida pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) em parceria com um projeto da Fundect, busca apoiar agroindústrias de leite da agricultura familiar no Pantanal. Os organizadores pretendem ajudar os produtores a resolverem suas dificuldades de regularização sanitária.
O círculo de bananeiras oferece uma solução viável para o saneamento, melhorando o manejo da água nas unidades de produção e minimizando os impactos ambientais. Os participantes, mesmo aqueles já conscientes da separação de águas, descobriram novas possibilidades de uso.
Além do aprendizado prático, a atividade despertou uma nova relação com a água, potencializando a autoestima dos agricultores. A sensação de pertencimento à comunidade também se fortalece com as mudanças implementadas.
Vânia Sabatel, coordenadora da Agraer em Corumbá, ressaltou a importância do projeto na conscientização ambiental e na adoção de práticas sustentáveis. O grupo decidiu, almejando resultados imediatos, instalar um sistema para aproveitar também a água da pia da cozinha da propriedade onde a atividade foi realizada.
Ao término do encontro, os agricultores se mostraram motivados a adaptar e replicar o modelo em suas casas, reconhecendo que soluções ecológicas podem ser simples e acessíveis. A visão de que o saneamento ecológico é inviável foi substituída por uma nova perspectiva, onde cada família pode dar início a mudanças significativas.
A conclusão do círculo de bananeiras simboliza o começo de uma transformação cultural, enraizada em técnicas acessíveis e na força comunitária. Na agroindústria familiar, Maria Romilda, José Dilse e seu filho Israel trabalham em sinergia, otimizando recursos e garantindo o bem-estar da família.
Essa experiência no Pantanal ilustra como pequenas mudanças podem impactar positivamente a qualidade de vida nas comunidades rurais, promovendo uma relação mais harmoniosa entre a produção e o meio ambiente.



