quinta-feira, março 26, 2026
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Revolução Pernambucana marca independência temporária em relação a Portugal

A Revolução Pernambucana, lembrada no dia 6 de março, marcou a declaração de independência de Pernambuco em relação a Portugal em 1817. A experiência durou cerca de 75 dias e é considerada um dos episódios pioneiros na construção das ideias republicanas no território que hoje é o Brasil.

O levante teve como causas imediatas a insatisfação com o aumento de impostos após a transferência da corte para o Rio de Janeiro em 1808. A província foi exigida a financiar despesas da nova capital, como a iluminação pública, enquanto cidades pernambucanas seguiam sem recursos básicos. A concentração de poder no Rio agravou problemas na distribuição de investimentos e alimentou ressentimentos locais.

Além disso, houve descontentamento das elites regionais com a preferência dada a portugueses para cargos administrativos e militares. A seca de 1816 e problemas de abastecimento também contribuíram para o clima de tensão que antecedeu o movimento. A revolta contou com apoio de diferentes setores da sociedade e foi influenciada por movimentos de independência estrangeiros, como o dos Estados Unidos.

A reação da coroa resultou na repressão do movimento, com investigação e julgamento dos envolvidos — processo conhecido historicamente como devassa — e em punições políticas. Em 20 de maio de 1817 a insurreição já havia sido sufocada, e em 16 de setembro do mesmo ano a coroa criou a capitania das Alagoas, desmembrando-a de Pernambuco como medida administrativa e punitiva com efeitos duradouros na configuração regional.

A memória da revolução está presente em símbolos locais. A bandeira de Pernambuco tem inspiração no movimento de 1817, e o dia 6 de março é feriado estadual, data que reafirma a importância histórica do episódio para a identidade pernambucana.

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