segunda-feira, março 30, 2026
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Retrospectiva 2025: esporte olímpico brasileiro encerra o ano em alta

O ano que sucede uma edição dos Jogos Olímpicos costuma ser marcado por renovação e início de um novo ciclo. Em 2025, com diversos campeonatos mundiais em modalidades olímpicas, atletas brasileiros se destacaram, entre revelações e nomes consolidados.

No Prêmio Brasil Olímpico, em cerimônia no Rio de Janeiro, foram reconheidos dois brasileiros que conquistaram títulos mundiais em 2025. Maria Clara Pacheco tornou-se campeã mundial de taekwondo na categoria até 57 kg em competição realizada na China. Entre os homens, Caio Bonfim garantiu o ouro na marcha atlética dos 20 km no Mundial disputado no Japão; ele também havia faturado a prata nos 35 km no Mundial anterior, em Tóquio.

O boxe ganhou nova líder no amador: a carioca Rebeca Lima, de 25 anos, sagrou-se campeã mundial na categoria até 60 kg no Mundial em Liverpool, sucessora de Bia Ferreira, que optou pela carreira profissional após ter sido bi-campeã mundial na mesma divisão, em 2019 e 2023.

Nos esportes individuais, o mesatenista Hugo Calderano terminou como vice-campeão mundial no torneio do Catar e, em contrapartida, venceu a Copa do Mundo realizada na China. Ao longo da temporada, acumulou ainda três títulos em etapas do circuito mundial. Na modalidade por equipes, a parceria com Bruna Takahashi alcançou o sexto lugar no ranking global.

A ginástica rítmica teve destaque ao sediar o Campeonato Mundial no Rio de Janeiro. O conjunto brasileiro formado por Nicole Pircio, Maria Paula Carminha, Eduarda Arakaki, Sofia Madeira e Mariana Gonçalves conquistou duas medalhas de prata — no concurso geral e na rotina mista — marcando um avanço histórico para a modalidade no país.

Nem todas as competições coletivas tiveram resultados tão promissores. No vôlei, a seleção feminina ficou com a medalha de bronze em torneio realizado na Tailândia, enquanto a seleção masculina foi eliminada ainda na fase de grupos do Mundial. No handebol, tanto as equipes masculina quanto feminina foram eliminadas nas quartas de final; o time masculino, porém, alcançou o sétimo lugar, sua melhor colocação histórica.

No surfe, o Brasil retomou o topo do circuito mundial com o título de Yago Dora na Liga Mundial de Surfe (WSL). Com essa conquista, atletas brasileiros somam oito títulos nas últimas onze edições entre os homens. Dora passa a integrar a lista de surfistas nacionais com ao menos um troféu mundial, ao lado de Gabriel Medina, Adriano de Souza, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo.

No tênis, João Fonseca teve temporada de grande salto no ranking da ATP, subindo da 145ª para a 24ª colocação. O jovem de 19 anos conquistou dois títulos — em Buenos Aires e na Basileia — e registrou vitórias sobre adversários já estabelecidos no top 25, consolidando-se como promessa para as próximas temporadas e atraindo maior atenção do público e da imprensa.

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