Apesar do alerta para baixa umidade do ar e altas temperaturas em várias regiões do país, os índices de incêndios florestais apresentaram uma diminuição significativa entre setembro e outubro. Em comparação a 2023, o número de focos de incêndio caiu 61%. Entre janeiro e outubro de 2024, foram registrados mais de 218 mil focos, enquanto no mesmo período deste ano, o total foi de quase 85 mil.
A redução nos incêndios é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo políticas de prevenção implementadas após um ano de queimadas intensas, que incluíram até casos de incêndios criminosos. Além disso, a condição climática deste ano contribuiu para a diminuição da secura. Em comparação ao ano anterior, quando a paisagem estava mais propensa a incêndios, este ano teve um período mais chuvoso, inclusive momentos de chuvas na Amazônia em julho, quando normalmente é bem seco.
Outro fator observado é o impacto de experiências passadas. Anos de seca severa e a ocorrência de incêndios graves geralmente geram um trauma nas comunidades, levando a um uso mais cauteloso do fogo no ano seguinte.
No entanto, algumas biomas experimentaram um aumento nas queimadas. O Pampa teve um aumento de 72% e a Caatinga de 26%. Por isso, as autoridades permanecem em alerta, especialmente considerando que setembro é um mês crítico para incêndios no Brasil e outubro também apresenta riscos elevados.
Diante dessa situação, alguns estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo, decidiram estender a proibição de queimadas controladas, que inclui práticas relacionadas à cana-de-açúcar e controle de pragas, para minimizar o risco de novos incêndios.



