Em julho de 2023, o Brasil registrou a menor área queimada desde o início das medições do Monitor do Fogo do MapBiomas, em 2019. O mês contabilizou 748 mil hectares afetados por incêndios, refletindo uma queda de 40% em comparação a julho de 2022.
A vegetação nativa foi a mais impactada, totalizando 76,5% da área queimada, enquanto as áreas destinadas à agropecuária e pastagens corresponderam a 14% do total. O cerrado foi o bioma mais atingido, com 571 mil hectares queimados, seguido pela Amazônia, que perdeu 143 mil hectares, e a Mata Atlântica, com 24 mil hectares afetados.
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o Brasil alcançou 2 milhões e 450 mil hectares queimados. Isso representa uma queda significativa de 59% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da redução, as autoridades alertam para a necessidade de cautela, visto que o período entre agosto e outubro é considerado crítico devido à baixa umidade e à maior ocorrência de incêndios.
Os estados mais afetados pelos incêndios nos seis primeiros meses de 2023 foram Tocantins e Maranhão, com 467 mil e cerca de 330 mil hectares perdidos, respectivamente. As ações de monitoramento e fiscalização têm sido fundamentais para essa diminuição, mas é necessário continuar com os esforços de prevenção e combate para manter a tendência de redução das queimadas.



