quinta-feira, março 26, 2026
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Projeto de MS orienta comunidade sobre uso adequado do esgoto e melhora a saúde na região de fronteira

O agente de endemias Anderson Santana inicia suas atividades cedo, planejando um roteiro de visitas ao bairro São Bernardo, em Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul. Desde o ano passado, sua atuação se expandiu para incluir a orientação dos moradores sobre o uso adequado da rede de esgoto. Essa iniciativa faz parte do projeto “Saúde, Saneamento e Meio Ambiente”, desenvolvido pela Sanesul em cooperação com a prefeitura local.

Os agentes comunitários de saúde e endemias, que totalizam 220 na cidade, realizam essa conscientização desde junho de 2022, após receberem formação adequada. A proposta visa esclarecer a população sobre os riscos do uso inadequado da rede de esgoto e promover uma mudança de hábitos.

O projeto tem se mostrado eficaz, gerando resultados significativos na saúde pública e no meio ambiente. Um levantamento realizado após dez meses de implementação mostrou uma queda de 19% nas ocorrências de extravasamento de esgoto e 12% nas incidências de entupimentos nas ruas. Comparando os períodos de julho de 2023 a abril de 2024 e de julho de 2024 a abril de 2025, os dados demonstram a efetividade das ações educativas.

Na área de saúde, os indicadores também apresentam uma melhora. Houve uma redução de 97% nos casos de dengue e chikungunya e uma diminuição de 11% nas internações por diarreia aguda, um problema diretamente relacionado ao saneamento básico.

Além da interação direta com os moradores, são distribuídos materiais informativos, como panfletos e cartilhas. O projeto se destaca por sua baixa necessidade de recursos, sendo implementado praticamente sem custos adicionais. As visitas dos agentes comunitários ocorrem diariamente, e a formação deles permite um melhor diálogo com a população.

Com a continuidade das atividades de conscientização, a parceria entre a Sanesul e a prefeitura já colhe frutos visíveis. A presença dos agentes nas comunidades fortalece a confiança da população nas informações transmitidas e valoriza a educação em saúde.

Os resultados positivos levaram à decisão de tornar o projeto contínuo, sem prazo para conclusão. Serão 150 agentes de saúde e 70 agentes de endemias envolvidos nessa missão de conscientização. As autoridades locais destacam que a meta é sedimentar o conhecimento sobre a importância do uso correto do sistema de esgoto entre os cidadãos.

O projeto já recebeu reconhecimento e premiações, incluindo o terceiro lugar na categoria ‘Meio Ambiente’ do Prêmio Nacional Universalizar e o segundo lugar no III Prêmio Ipê Amarelo de Meio Ambiente do Crea-MS. Essa iniciativa pode servir de modelo para outras cidades, demonstrando que a informação é essencial para a promoção da saúde e do bem-estar da população.

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