quarta-feira, abril 1, 2026
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Proibição de celulares aumenta a atenção dos alunos em sala de aula em 80%

Mais de 80% dos estudantes brasileiros afirmam que a restrição ao uso de celulares nas salas de aula resultou em maior atenção durante as aulas. Este impacto positivo é mais significativo entre os alunos do Ensino Fundamental I, onde 88% relataram maior foco. Já no Ensino Médio, 70% dos alunos notaram mudanças favoráveis sem a presença dos celulares.

Os dados são oriundos de uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação em conjunto com o Equidade.info, uma iniciativa do Lemann Center, ligado à Stanford Graduate School of Education.

O estudo também revelou que 77% dos gestores e 65% dos professores observaram uma redução nos casos de bullying virtual nas escolas. No entanto, apenas 41% dos estudantes disseram perceber essa diminuição, o que indica a possibilidade de a situação não estar totalmente visível para os educadores.

Cerca de 44% dos alunos relataram sentir mais tédio durante os intervalos e recreios, sendo os números ainda maiores entre os estudantes do Ensino Fundamental I (47%) e aqueles que estudam no período matutino (46%). Além disso, 49% dos professores notaram um aumento da ansiedade entre os alunos devido à falta do uso do celular.

A pesquisa destacou também diferenças regionais, com o Nordeste mostrando um panorama mais positivo, onde 87% dos estudantes relataram avanços. Em contrapartida, o Centro-Oeste e o Sudeste apresentaram os menores índices de melhora no ambiente escolar, com 82% indicando que a eficácia das medidas pode variar conforme a região.

A lei que proíbe o uso de celulares por alunos nas escolas foi sancionada em janeiro de 2025, após aprovação no Congresso Nacional. O estudo entrevistou 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores de escolas públicas e privadas em todo o Brasil entre maio e julho de 2025.

Os resultados indicam benefícios claros da restrição, mas também evidenciam a necessidade de estratégias que promovam a interação e o engajamento dos estudantes, mesmo na ausência de celulares, reforçando a importância de práticas pedagógicas adaptadas a diferentes faixas etárias.

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