sexta-feira, abril 10, 2026
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Professores das redes estadual e municipal do Rio fazem paralisação de 24 horas

Professores e funcionários administrativos das redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro fizeram nesta quinta-feira (9) uma paralisação de 24 horas para cobrar recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) informou que a categoria da rede estadual, em assembleia, definiu nova reunião para o dia 5 de maio com objetivo de avaliar a possibilidade de entrar em estado de greve. Após a assembleia houve um ato em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Na rede municipal, os profissionais marcaram uma nova assembleia para o dia 16 de maio. Na capital, houve também um ato público na Cinelândia após a mobilização.

A principal reivindicação é a recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Cálculo elaborado pelo Sepe em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta perdas de 24,07% desde 2019. Para a rede estadual, o índice necessário de reajuste foi estimado em cerca de 56% sobre os salários de janeiro de 2026.

Além do reajuste, os professores da rede municipal reivindicam o fim da chamada minutagem (horas-aula extras sem remuneração adicional), o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (considerado como 14º salário), a aplicação do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs), o descongelamento do tempo de serviço referente ao período da pandemia, aumento do vale-refeição e alterações nas regras de remoção.

Na rede estadual, os profissionais também exigem o cumprimento integral do acordo de recomposição firmado com a Alerj em 2021, que previa 26,5% de reposição parcelada em três etapas — das quais apenas a primeira foi paga — além da implementação do piso nacional do magistério.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que as aulas ocorreram normalmente e sem impacto na rede durante a paralisação, e que acompanha o processo de mobilização. A Secretaria Municipal de Educação comunicou que mantém diálogo com o sindicato e realiza reuniões frequentes com representantes da categoria.

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