sábado, março 28, 2026
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Produção industrial apresenta queda de 0,4% em setembro, indica IBGE

A produção industrial do Brasil apresentou uma queda de 0,4% entre agosto e setembro, revertendo parte do crescimento de 0,7% observado no mês anterior. Em relação a setembro de 2024, houve um aumento de 2% na produção, e, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor registrou uma alta de 1,5%. Esses dados são parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o desempenho de setembro, a produção industrial se posiciona 2,3% acima dos níveis pré-pandemia, registrados em fevereiro de 2020, mas ainda 14,8% abaixo do ápice alcançado em maio de 2011.

Analisando a indústria, o IBGE identificou que 12 das 25 atividades analisadas tiveram redução na produção entre agosto e setembro. As áreas que mais contribuíram para esse desempenho negativo incluem os produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), as indústrias extrativas (-1,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,5%). Em contrapartida, entre as indústrias com crescimento, destacam-se produtos alimentícios (1,9%), produtos do fumo (19,5%) e produtos de madeira (5,5%).

De abril a setembro, o setor industrial enfrentou quatro resultados negativos, sendo a queda de agosto a mais acentuada desde maio, que registrou -0,5%. A elevação da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é apontada como um dos fatores que influenciam o desempenho menos robusto da indústria nos últimos meses. A taxa Selic, a mais alta desde julho de 2006, é mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como uma medida para controlar a inflação, que acumula 5,17% em 12 meses. Desde setembro de 2024, a inflação supera o teto da meta governamental de 4,5%.

A alta nos juros, embora busque conter a inflação ao esfriar a economia, pode afetar negativamente o consumo e os investimentos, o que implica em desafios para a geração de empregos e o crescimento econômico.

Além disso, o IBGE destacou que algumas indústrias mencionam o aumento de tarifas americanas sobre os produtos brasileiros como um fator que tem impactado a produção. Essa taxação, que entrou em vigor em agosto, é vista pelo governo dos Estados Unidos como uma forma de proteger a economia local. Recentemente, houveram encontros entre representantes do Brasil e dos EUA para discutir acordos comerciais em busca de soluções para a parceria.

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