sexta-feira, março 27, 2026
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Prisão de advogada argentina é decretada no Rio de Janeiro por injúria racial

A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina e influenciadora Agostina Paez. Ela é acusada de praticar ofensas racistas no dia 14 de janeiro contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio.

A decisão foi proferida pela 37ª Vara Criminal do Rio. Em pedido anterior, o juízo já havia proibido a acusada de deixar o país, retido seu passaporte e determinado o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a ação penal, o incidente começou quando Agostina, acompanhada de duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, questionou os valores da conta e dirigiu-se a um funcionário com linguagem ofensiva de caráter racial. Após ser advertida sobre a ocorrência de crime no Brasil, ela teria continuado com insultos e feito gestos que simulavam um macaco diante da vítima.

Ainda de acordo com a denúncia, ao sair do estabelecimento a mulher teria proferido novas ofensas no passeio em frente ao bar, emitindo sons e repetindo gestos ofensivos contra outros três empregados.

A promotoria informou que as versões das vítimas foram confirmadas por testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento e outros registros produzidos no momento dos fatos.

O juiz também rejeitou a tese da defesa de que os gestos teriam sido apenas brincadeiras dirigidas às amigas, por entender que a tentativa de uma das acompanhantes de impedir a continuação das ofensas indica ciência da reprovabilidade da conduta.

O crime de racismo, tipificado no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos.

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