quinta-feira, março 26, 2026
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Prefeitura intensifica ações nas aldeias e alerta para aumento de casos de dengue e chikungunya

Bloqueio químico realizado pelo Departamento de Vigilância em Saúdeocorreu entre os dias 14 e 18 de fevereiro; notificações de dengue cresceram 525% e de Chikungunya mais de 800% em relação a 2025 nas aldeias Bororó e Jaguapiru

A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Departamento de Vigilância em Saúde, realizou bloqueio químico nas aldeias Jaguapiru e Bororó entre 14 e 18 de fevereiro. A ação integra a resposta municipal ao aumento de arboviroses na região.

O bloqueio químico consiste na aplicação localizada de inseticida para eliminar mosquitos Aedes aegypti adultos em áreas com casos suspeitos ou confirmados de dengue, chikungunya e zika. O procedimento é feito com equipamentos que geram névoa fina, capaz de atingir mosquitos em voo ou pousados, e é classificado como medida complementar e emergencial, direcionada a locais com maior probabilidade de circulação viral.

Dados do Núcleo de Vigilância Epidemiológica apontam crescimento expressivo das notificações nas aldeias em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025 foram registradas 4 notificações de dengue; em 2026, no mesmo intervalo, foram 25 notificações e 1 caso confirmado — aumento de 525% nas notificações. Quanto à chikungunya, em 2025 havia 3 suspeitas sem confirmações; em 2026 foram 29 notificações e 10 casos confirmados, representando um aumento superior a 800% nas notificações dentro da Reserva Indígena. Não há registro de óbitos vinculado a esses casos.

A prefeitura esclarece que o bloqueio químico não substitui as ações de remoção de criadouros realizadas pela população. A medida é aplicada mediante notificação de casos suspeitos, o que reforça a importância de procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde ao apresentar sintomas compatíveis com arboviroses.

No âmbito estadual, Mato Grosso do Sul também registrou alta nos casos prováveis de chikungunya em 2026. Até a Semana Epidemiológica 05 foram contabilizados 1.061 casos prováveis, dos quais 367 foram confirmados. Não houve óbitos, mas sete gestantes foram diagnosticadas com a doença, incluindo duas em Dourados.

Dourados ocupa a terceira posição entre os municípios do estado com maior número de casos confirmados de chikungunya, registrando 67 casos prováveis e 25 confirmados. A gestão municipal reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da ação conjunta do poder público e da população, com eliminação constante de recipientes que acumulam água e vigilância aos primeiros sinais das arboviroses.

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