sábado, março 28, 2026
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Polícia Federal pede a Fachin que declare Toffoli suspeito no inquérito do Banco Master

A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central.

O pedido foi encaminhado na segunda-feira (9), após a PF informar ao STF ter encontrado menção ao nome de Toffoli em mensagem armazenada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master. O aparelho foi apreendido durante ação de busca e apreensão. O conteúdo relacionado ao ministro tramita em segredo de Justiça.

Fachin abriu um processo administrativo interno e determinou a notificação de Toffoli para que apresente defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro continuará como relator do caso.

No mês anterior, Toffoli passou a ser alvo de críticas por permanecer à frente do inquérito depois de reportagens que apontaram irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que era de propriedade de familiares do ministro.

A investigação contra o Master inclui a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. Na ocasião, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos de medidas da Polícia Federal que apuram a concessão de créditos fraudulentos pelo banco, bem como a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal.

Segundo o relatório da investigação, o montante das supostas fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões.

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