Três dos quatro presos que saíram de um presídio em Minas Gerais usando alvarás de soltura falsificados permanecem foragidos. As ordens foram geradas após um ataque informático que permitiu a um criminoso obter credenciais de magistrados.
O grupo deixou o Centro de Remanejamento de Presos Gameleira pela porta da frente no sábado (20). Um dos detentos foi recapturado nesta terça-feira; os demais seguem sendo procurados.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que identificou a fraude em menos de 24 horas e cancelou os alvarás. Os mandados de prisão foram restabelecidos e as forças de segurança acionadas para investigar o caso.
Em resposta ao episódio, o governo estadual anunciou alteração no procedimento de cumprimento de alvarás de soltura, com verificação adicional antes da liberação, como medida preventiva contra fraudes semelhantes.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) declarou que não houve invasão estrutural nos sistemas judiciais sob sua administração. O órgão também afirmou que, até o momento, não existem indícios de falha sistêmica ou de envolvimento funcional de servidores. As apurações seguem em andamento.



