segunda-feira, março 30, 2026
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Polícia Civil captura jovem suspeito de homicídio brutal em Campo Grande, ocorrido em maio no bairro Portal Caiobá

No dia 25 de maio, em Portal Caiobá II, Vandermarcio Gomes da Silva Junior, de 22 anos e sem antecedentes criminais, estava com um amigo quando foi confrontado por um grupo de pessoas devido a uma dívida de R$ 150,00 atribuída ao seu amigo. Apesar de os dois não estarem diretamente ligados à dívida, acabaram sendo insultados e agredidos.

Enquanto o amigo de Vandermarcio conseguiu escapar, ele foi alvo de um ataque severo. Após ser brutalmente espancado e à beira da inconsciência, sentou-se em um meio-fio para tentar se recompor. Neste momento, um indivíduo que dirigia um Volkswagen Gol branco, envolvido na briga, decidiu atropelá-lo. O impacto fez com que o corpo de Vandermarcio ficasse preso entre o solo e as rodas do veículo, impossibilitando que o carro voltasse a se mover.

As investigações indicaram que Vandermarcio ainda estava vivo quando o motorista e três passageiros levantaram a parte dianteira do carro, mas o veículo caiu novamente sobre ele, aumentando seu sofrimento. O laudo pericial afirmou que a causa da morte foi o esmagamento do tórax, além de lesões graves nos membros inferiores.

A identificação do motorista e dos passageiros se mostrou um desafio para a polícia, uma vez que eles eram conhecidos na região por comportamentos violentos. Devido à gravidade do crime e ao sofrimento infligido à vítima, a autoridade policial pediu a prisão temporária do motorista, solicitação que foi aceita pelo Judiciário. Após o crime, o suspeito fugiu para Toledo, no Paraná.

Uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi enviada à cidade e, com o auxílio da Polícia Civil do Paraná, prendeu o acusado na manhã de segunda-feira (6). O indivíduo, de 21 anos, tinha um histórico criminal que incluía furto, lesão corporal, associação criminosa e receptação. Ao ser interrogado, optou por permanecer em silêncio.

Com a prisão do suspeito, a investigação também irá avaliar a responsabilidade dos passageiros no homicídio. A prisão temporária, válida por 30 dias devido à natureza qualificada do crime, poderá ser convertida em prisão preventiva, que não possui tempo determinado, após análise pela DHPP.

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