sábado, março 28, 2026
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Plataforma nacional irá coletar informações sobre saneamento em comunidades indígenas

A Secretaria de Saúde Indígena, vinculada ao Ministério da Saúde, firmou uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein visando a criação de uma plataforma nacional para integrar e padronizar dados sobre saneamento e monitoramento da água em áreas indígenas, especialmente sob a ótica das mudanças climáticas. A escassez de dados sobre saneamento tem contribuído para um aumento na incidência de doenças entre as populações indígenas, se comparadas à média nacional.

Um estudo realizado pela Fiocruz, que abrange o período de 2021 a 2024, aponta uma alta prevalência de doenças como diarreia, verminoses e hepatite A, frequentemente associadas ao consumo de água não tratada e à falta de gestão adequada de resíduos.

Durante a COP30, o diretor-geral do hospital, Henrique Neves, apresentou o projeto Vigilância Ambiental e Saúde Indígena, destacando a natureza abrangente da nova plataforma, que não se limita a comunidades indígenas ou à Amazônia, mas abrange todos os municípios brasileiros. Essa ferramenta permitirá a correlação entre dados ambientais, como temperatura e poluição, e indicadores de saúde, incluindo internações e óbitos.

A plataforma será acessível a 34 distritos sanitários especiais indígenas, englobando mais de 800 mil pessoas e cerca de 7 mil aldeias em todo o Brasil. No Pará, sede da COP30, três distritos com 15 comunidades serão beneficiados.

Além disso, o sistema facilitará notificações sobre eventos críticos como inundações e secas, contribuindo para a melhor preparação das autoridades locais frente a surtos de doenças, como a dengue.

Durante o evento, o Ministério da Saúde reiterou seu compromisso com a ampliação do acesso à água potável e aos serviços de saneamento em terras indígenas. Essa iniciativa integra o Programa Nacional de Saneamento Indígena, que já conta com mais de 200 organizações parceiras, incluindo entidades da sociedade civil e organismos internacionais.

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