sexta-feira, março 27, 2026
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“PF Revela Conexões Criminosas: Bolsonaro e Carlos na Rede da Abin”

A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Carlos Bolsonaro, integraram uma organização criminosa voltada para espionagem ilegal de opositores na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Essa informação é parte do relatório final da investigação “Abin Paralela”, finalizada recentemente.

Cerca de 30 pessoas foram indiciadas, incluindo Carlos Bolsonaro. O sigilo do documento foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Jair Bolsonaro não foi indiciado, pois já responde a acusações relacionadas ao uso clandestino da Abin em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações revelaram que a Abin foi utilizada de forma ilegal contra aqueles que se opunham ao núcleo político liderado por Bolsonaro e seu filho. A PF destacou a presença de um grupo responsável pela disseminação de desinformação contra adversários políticos.

Entre os alvos monitorados ilegalmente estão o ministro Alexandre de Moraes, ex-deputados como Jean Willys, Rodrigo Maia e Joyce Hasselmann, além de jornalistas. Segundo a PF, Jair Bolsonaro era o principal beneficiário das ações clandestinas.

A investigação também expôs a utilização indevida da Abin para deslegitimar o sistema eleitoral, incluindo tentativas de influenciar o resultado das eleições presidenciais de 2022. Essas operações ocorreram sob a direção do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que também é réu na ação penal relacionada ao golpe e foi indiciado.

Além disso, a atual administração da Abin foi indiciada por obstrução das investigações sobre os atos da gestão anterior. O diretor-geral, Luiz Fernando Correa, e o corregedor José Fernando Moraes Chuy estão entre os citados.

Com a finalização do relatório, o próximo passo do ministro Alexandre de Moraes será enviar o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se novas denúncias serão apresentadas ou se o caso será anexado a outros processos relacionados ao governo Bolsonaro.

Após as conclusões, Carlos Bolsonaro utilizou suas redes sociais para insinuar que a investigação teria motivações políticas, referindo-se à possibilidade de eleições em 2026. A Agência Brasil procurou a Abin e aguarda uma resposta.

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