segunda-feira, março 30, 2026
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PF informa ao STF que Zambelli não tomou medidas de coerção contra a Corte

A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) não tomou medidas concretas para coagir a Corte. Essa conclusão consta no relatório de investigação que foi enviado ao ministro, que dirige o inquérito onde Zambelli é investigada por crimes relacionados à coação no curso do processo e obstrução de investigação.

O inquérito foi instaurado em junho, após a deputada ter fugido para a Itália, evitando assim a condenação imposta pelo STF, que determinou uma pena de 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Ao iniciar a investigação, Moraes mencionou postagens de Zambelli nas redes sociais, sugerindo que a deputada pretendia utilizar um “modus operandi” similar ao do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, para realizar ações ilícitas.

Antes de ser detida na Itália, Carla Zambelli fez uma viagem aos Estados Unidos e passou a publicar críticas direcionadas ao ministro Moraes.

A delegada responsável pela investigação avaliou que, embora Zambelli tenha afirmado que sua intenção era realizar atos de obstrução da Justiça, não houve ações efetivas resultantes de suas declarações. O relatório destaca que, apesar da intenção expressa de frustrar a aplicação da lei, as atitudes da deputada não foram além da retórica, e não existem evidências de qualquer sucesso em comprometer a ação penal em andamento.

As conclusões da PF agora serão analisadas por Moraes, que poderá decidir arquivar o inquérito, solicitar novas investigações à PF ou encaminhar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Carla Zambelli possui dupla cidadania e deixou o Brasil em maio, após sua condenação pelo STF. Segundo o processo que resultou em sua pena, ela foi a mente por trás da invasão do sistema do CNJ, que visava a emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes. As investigações indicam que o hackeamento foi realizado por Walter Delgatti, que também foi condenado e declarou ter atuado a mando da deputada.

Após sua fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição de Zambelli. O pedido foi formalizado em 11 de junho pelo ministro e, em seguida, enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

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