**Operação da PF e CGU Alvo de Organização Criminosa em Minas Gerais**
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta quarta-feira uma operação voltada para desmantelar uma suposta organização criminosa envolvida em crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro em Minas Gerais.
Durante a ação, denominada Operação Rejeito, foram realizadas prisões preventivas, incluindo a do diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e do ex-diretor da PF e atual diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira. Além dessas prisões, os agentes cumpriram 20 mandados de prisão temporária e 79 ordens de busca e apreensão.
Caio Trivellato, advogado especializado em direito ambiental, atua na ANM desde maio de 2023. Rodrigo Teixeira, por sua vez, ingressou na PF em 1999 e ocupou diversos cargos de liderança na instituição, incluindo na Superintendência de Minas Gerais.
Os indivíduos investigados enfrentam acusações que incluem crimes ambientais, usurpação de bens da União, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução de investigações.
A PF apura que a organização criminosa obteve licenças e autorizações ambientais fraudulentas, permitindo a exploração irregular e em larga escala de minério de ferro, especialmente em áreas protegidas e próximas a locais tombados. Essa atividade representa um aumento significativo do risco de desastres ambientais.
A análise preliminar da investigação aponta que o grupo pode ter gerado um lucro aproximado de R$ 1,5 bilhão, além de um potencial de R$ 18 bilhões em projetos em andamento.
A Justiça Federal de Minas Gerais, em resposta aos desdobramentos, ordenou o bloqueio de contas dos envolvidos, totalizando R$ 1,5 bilhão, assim como a suspensão das atividades das entidades jurídicas implicadas e o afastamento dos servidores públicos.
Por meio de nota, a Agência Nacional de Mineração afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e não recebeu, até o momento, comunicação oficial sobre medidas relacionadas a seus servidores. O órgão reiterou seu compromisso com a colaboração com as autoridades sempre que solicitado formalmente.
O Serviço Geológico do Brasil também se manifestou, informando que não se pronunciará sobre processos em andamento relacionados a seus colaboradores, mas está à disposição para cooperar com as autoridades competentes.



