quinta-feira, março 26, 2026
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Pesquisa recomenda ampliar políticas públicas para mitigar impactos da menopausa

Um estudo divulgado nesta terça-feira (3) pelo Instituto Esfera, em Brasília, alerta para a necessidade de políticas públicas específicas para reduzir os impactos da menopausa sobre as mulheres, com atenção especial às negras e às que vivem em situação de vulnerabilidade.

O documento aponta que a menopausa exerce um efeito mais intenso sobre mulheres negras e sobre aquelas residentes em comunidades carentes, por meio do cruzamento de fatores biológicos e sociais. Esse quadro aumenta a exposição a problemas de saúde e prejuízos na esfera profissional.

Segundo o estudo, sintomas físicos e psicológicos não tratados podem comprometer a permanência no mercado de trabalho e agravar a situação econômica familiar. A pesquisa destaca a importância de enxergar o atendimento à mulher na menopausa como ação que beneficia também o núcleo familiar.

O relatório também relaciona a menopausa a consequências para a saúde mental, incluindo maior risco de demência e depressão quando os sintomas não recebem tratamento adequado. Além disso, o documento identifica um aumento de ocorrências de menopausa precoce e uma tendência semelhante na andropausa, atribuídos a fatores do estilo de vida.

Os autores defendem a realização de um mapeamento nacional sobre menopausa para dimensionar a realidade brasileira e orientar políticas públicas. O estudo afirma que a ausência de uma política nacional estruturada gera efeitos concretos sobre a saúde, a economia e os direitos civis de milhões de mulheres, com repercussões sobre o sistema de saúde, a Previdência Social e a produtividade.

Estimativas internacionais citadas no relatório indicam custos anuais de US$ 26,6 bilhões nos Estados Unidos e US$ 150 bilhões globalmente, além de queda de cerca de 10% na renda das mulheres afetadas. No Brasil, o documento estima que 29 milhões de mulheres estão na fase da menopausa; 87,9% apresentariam sintomas e apenas 22,4% buscariam tratamento.

O estudo foi lançado em evento do Instituto Esfera em Brasília, que também promoveu uma premiação intitulada “mulheres exponenciais”. O Ministério da Saúde tem mantido iniciativas voltadas à atenção à saúde feminina, entre elas um fórum de mulheres que inclui um grupo dedicado às questões da menopausa.

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