sábado, março 28, 2026
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“Padilha reafirma: ‘Saúde e soberania são inegociáveis’ após sanção dos EUA”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou seu apoio ao programa Mais Médicos na noite de quarta-feira (13), após a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar os vistos de membros da equipe relacionados ao programa. Padilha destacou que o Mais Médicos é um projeto essencial que continuará a operar apesar de críticas externas.

Ele enfatizou que o programa, considerado vital para a saúde pública brasileira, já obteve a aprovação da população, reiterando que não cederão a pressões de entidades que questionam a eficácia das vacinas e do trabalho científico.

O anúncio da revogação dos vistos foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que identificou como alvos dessa medida Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor do ministério. A justificativa apresentada foi que ambos teriam contribuído para a implementação do programa, que, segundo a administração Trump, estaria associado a práticas de trabalho forçado do governo cubano.

Padilha, em suas colocações, ressaltou que o número de profissionais do programa aumentou significativamente nos últimos dois anos, refletindo o compromisso do governo em levar atendimento médico a comunidades antes desassistidas.

O Programa Mais Médicos foi criado em 2013, com o intuito de atender áreas remotas e carentes de profissionais de saúde. Inicialmente, médicos cubanos foram contratados em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) até 2018. Em 2023, o governo brasileiro relançou o programa, renomeado para Mais Médicos para o Brasil, focando na contratação de profissionais nacionais e abrangendo novas categorias, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.

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