segunda-feira, março 30, 2026
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Padilha afirma que restrições de Trump não vão atrapalhar acordos na área da saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, neste sábado (27), que as restrições impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à sua participação em reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU) podem causar atrasos, mas não impedirão o Brasil de estabelecer colaborações internacionais na área da saúde.

Durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, Padilha mencionou que embora o governo dos EUA tenha tentado limitar sua circulação, a ideia de cooperação médica não será detida. Ele alertou que as restrições podem atrasar a realização de encontros, mas não impedirão acordos futuros que podem ser firmados em outros países ou no Brasil.

Recentemente, a esposa e a filha de Padilha tiveram seus vistos para os EUA cancelados, enquanto o do ministro havia expirado em 2024. Com a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas em andamento, Trump suspendeu a proibição de entrada, mas impôs limites à movimentação do ministro, restringindo-o apenas a locais específicos.

Padilha decidiu não participar de uma reunião em Washington, pois as restrições inviabilizavam encontros marcados com representantes de outras nações.

Em seguida, o ministro abordou as tarifas aplicadas por Trump sobre medicamentos, ressaltando que os impactos são mais sentidos na indústria exportadora brasileira. O governo já começou a implementar estratégias para mitigar os efeitos negativos dessas tarifas, com apoio do BNDES, visando manter a produção e a geração de empregos.

Além disso, Padilha mencionou que as restrições criaram oportunidades para novas parcerias no Brasil, como a produção nacional de insulina e outros medicamentos, evidenciando informações sobre acordos com empresas americanas para o desenvolvimento de vacinas.

O ministro também anunciou que, até novembro, o SUS disponibilizará vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa infecções respiratórias graves em crianças.

Durante sua visita, Padilha apresentou o Implanon, um método contraceptivo que será oferecido gratuitamente pelo SUS em larga escala, visando contribuir para a redução da gravidez na adolescência no Brasil. Ele indicou que até o fim do ano, o SUS disponibilizará 500 mil unidades do implante, aumentando para 1,8 milhão até 2026.

Ainda no Rio de Janeiro, Padilha visitou diversos hospitais e participou da reabertura do Centro de Tratamento de Queimados e outras unidades no Hospital Federal do Andaraí. Essa ação faz parte de um plano maior de reestruturação dos hospitais federais, que pretende oferecer um atendimento mais especializado e diminuir a espera por cirurgias. O hospital recebeu investimentos de R$ 600 milhões, e as obras devem ser concluídas até 2026.

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