segunda-feira, março 30, 2026
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Operador do PCC movimentou mais de R$ 4,5 bilhões em quatro anos

Uma grande operação contra a adulteração de combustíveis em São Paulo foca em um operador considerado chave do PCC, o Primeiro Comando da Capital. Entre 2020 e 2024, esse alvo movimentou mais de R$ 4,5 bilhões em ao menos 267 postos de combustíveis.

Nesta quinta-feira, a Operação Spare cumpriu 25 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco. Os investigados são suspeitos de usar estabelecimentos como postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquias para lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e ocultação de bens. Esses delitos foram inicialmente revelados na operação “Carbono Oculto” em agosto.

Os recursos ilícitos eram infiltrados no mercado formal por meio de empresas operacionais e maquininhas de pagamento através de fintechs. Após a lavagem, o dinheiro era reinvestido em novos negócios, imóveis e outros ativos, utilizando-se de Sociedades em Conta de Participação.

A investigação foi motivada pela identificação de uma concentração de empresas sob um único prestador de serviço, que supostamente controlava cerca de 400 postos, dos quais 200 eram diretamente associados ao alvo e seus parceiros. Além disso, foram descobertas administradoras de postos que movimentaram R$ 540 milhões.

A operação desta quinta-feira envolve mais de 100 policiais militares, além de 100 agentes da Receita Federal e do Ministério Público do estado.

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