A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) uma operação para desarticular uma organização responsável por fraudes de R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal.
As ações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Agentes cumpriram mais de dez mandados de prisão e cerca de 40 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos estava o empresário Rafael Góis, fundador e CEO do Grupo Fictor; o celular dele foi apreendido pela PF.
A Justiça determinou o bloqueio de imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Também houve autorização para a quebra do sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
A investigação teve início em 2024 e identificou um esquema estruturado que utilizava empresas de fachada para movimentar e ocultar recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras eram aliciados para inserir dados falsos nos sistemas bancários, possibilitando saques e transferências indevidas.
Parte dos recursos foi convertida em bens de luxo e em criptoativos, estratégia usada para dificultar o rastreamento dos valores.
Durante as ações, a PF apreendeu relógios de alto valor, quantia em espécie, aparelhos celulares e documentos relacionados à apuração.



