domingo, março 29, 2026
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Operação Codajás: Três Décadas de Conquistas e Desafios

A operação Codajás, responsável pelo abastecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) e pela continuidade da produção de petróleo e gás natural na região de Urucu/Coari, completou 30 anos em dezembro. Essa iniciativa é fundamental para assegurar que o gás de cozinha chegue à população da região Norte do Brasil. Nos meses de setembro e outubro, foram transportadas mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil metros cúbicos de petróleo do terminal de Solimões, no Amazonas.

A Petrobras, em colaboração com sua subsidiária Transpetro, opera esta ação com um comitê técnico que inclui representantes das duas empresas e da Marinha do Brasil. Esse comitê é responsável pelo monitoramento diário dos níveis dos rios em localidades como Iquitos, Manaus e Coari. Em outubro, foram realizadas medições no Rio Solimões e sondagens na Enseada do Rio Madeira.

Neste ano, a Codajás designou quatro navios exclusivamente para suas operações em 2025, dos quais dois são geridos pela Transpetro: Jorge Amado e Gilberto Freyre. Além disso, a operação utiliza embarcações de calado reduzido para transitar em áreas de menor profundidade. As atividades ocorreram em Manaus, sem a necessidade de transbordo em Codajás ou Itacoatiara, devido às boas condições de navegabilidade.

A Petrobras destacou que as ações coordenadas pela operação permitiram a manutenção dos estoques de produtos e o cumprimento dos compromissos de fornecimento de GLP. Além disso, a participação do gás natural no processo assegura a segurança energética da região, uma vez que este recurso é utilizado para abastecer termelétricas que atendem a Manaus, a sétima capital mais populosa do país. O gás natural produzido na Amazônia é responsável por mais de 50% da geração de energia do estado.

Em 2024, durante a maior seca na Amazônia em 74 anos, a Codajás conseguiu transportar mais de 16 mil toneladas de GLP através de 21 operações com cinco navios dedicados.

A operação Codajás tem se adaptado ao longo dos anos às mudanças climáticas e geográficas da região amazônica, buscando sempre soluções tecnológicas que garantam o abastecimento contínuo do gás de cozinha para a população do Norte, mesmo diante de desafios como a vazante dos rios.

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