Após a perda de seu filho de apenas 2 anos e 4 meses devido a negligência médica, Evelin de Moura Nascimento, de 38 anos, decidiu transformar seu luto em ação. Em resposta ao sofrimento, ela criou o projeto “Mufi”, que visa apoiar famílias afetadas por erros médicos, e começou a desenvolver camisetas para conscientizar sobre a questão.
Evelin, que possui formação como técnica em produção de moda, participou de um curso de confecção de camisetas oferecido pelo projeto Mulher Potência Empreendedora, do Instituto da Providência. Ela destacou que o curso foi fundamental em seu momento de luto e permitiu que o Mufi se tornasse uma marca comprometida com a luta por justiça em memória de seu filho e pelo futuro de sua filha, de 1 ano e 11 meses.
No dia 18 de setembro de 2025, Evelin foi uma das 260 mulheres que concluíram a formação na área de moda, gastronomia e beleza, no Teatro Bangu Shopping, na zona oeste do Rio de Janeiro. O programa, que já atendeu a 1.700 mulheres desde 2022, resultou na criação de 684 novos empreendimentos.
A diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, ressaltou que essas mulheres, muitas das quais enfrentam vulnerabilidade, agora têm novas perspectivas profissionais. Elas continuarão recebendo mentoria na abertura de seus negócios, o que poderá aumentar a renda familiar e proporcionar melhores condições de vida.
Entre as participantes, Raquel Baltar de Paula, de 40 anos, compartilhou sua trajetória após a demissão do marido e do filho, o que dificultou a manutenção das despesas domésticas. Para melhorar a situação financeira, começou a trabalhar na produção de salgados e, mais tarde, decidiu revendê-los. Raquel se inscreveu no projeto e elogiou as oportunidades de aprendizado e suporte que recebeu.
Outro relato inspirador é de Claudete Luiz da Costa, de 44 anos, que antes se sentia desmotivada e dependia do apoio familiar. Ao descobrir o curso de capacitação em estética pelo Instituto da Providência, seu panorama mudou. Claudete expressou que o apoio recebido foi crucial para que ela se sentisse pronta para entrar no mercado de trabalho.
Essas histórias ilustram como o projeto não apenas empodera mulheres, mas também cria laços de apoio mútuo que favorecem o crescimento profissional e pessoal.



