quarta-feira, março 25, 2026
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OAB-SP condena o uso excessivo da força policial em São Paulo

Em São Paulo, a morte de Guilherme Dias Santos, um marceneiro de 26 anos, gerou fortes reações após ele ser atingido com um tiro na cabeça por um policial militar fora de serviço em 4 de julho. O incidente ocorreu na Estrada Turística de Parelheiros enquanto Guilherme tentava alcançar um ônibus após seu turno de trabalho.

A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo emitiu uma nota de repúdio, destacando que a morte de Guilherme reflete um padrão de abuso policial no estado. A OAB critica a ação do policial, classificando-a como desnecessária e abusiva, e atribui a situação à falta de orientação e treinamento adequado dos agentes de segurança.

A entidade enfatiza a importância de uma investigação rigorosa em casos semelhantes e reforça a necessidade de investimentos em formação policial. Além disso, defende a adoção de protocolos que priorizem o uso de equipamentos com menos potencial ofensivo e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais durante as ações dos policiais.

O policial envolvido, Fábio Anderson Pereira de Almeida, afirma ter reagido a uma tentativa de assalto, disparando contra supostos assaltantes, mas atingindo a vítima pelas costas. Guilherme estava desarmado e não tinha vínculo com qualquer crime.

Após a ocorrência, Almeida foi inicialmente preso por homicídio culposo, mas foi liberado após pagamento de fiança. A Secretaria de Segurança Pública informou que o policial foi afastado de suas funções operacionais enquanto a investigação prossegue.

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