segunda-feira, abril 13, 2026
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No Brasil, câncer de cabeça e pescoço é o terceiro tipo mais comum

O narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, anunciou recentemente diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, tema que voltou a chamar atenção para os tumores de cabeça e pescoço.

Neoplasia é o termo médico que descreve crescimento anormal de células. Quando localizada na região cervical, pode indicar alterações em estruturas como laringe, faringe ou tireoide, com formação de tumores que variam entre benignos e malignos.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de cabeça e pescoço, somando todos os subtipos, é o terceiro mais incidente no Brasil, com maior ocorrência entre homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que cerca de 80% desses tumores são diagnosticados em estágios avançados, o que piora o prognóstico. A maioria dos casos envolve a hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.

Entre os fatores de risco estão consumo excessivo de álcool, tabagismo, infecção por HPV e histórico familiar. Lesões benignas, como verrugas, não se espalham para outros órgãos, enquanto tumores malignos invadem tecidos locais e podem metastizar, alcançando linfonodos do pescoço — comumente chamados de “ínguas”.

Os sinais que devem alertar para investigação incluem sensação de corpo estranho na garganta, dor, sangramento, dificuldade para engolir, rouquidão persistente, presença de nódulos no pescoço, feridas ou aftas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, perda de peso inexplicada, fadiga prolongada, febre e sudorese noturna.

Não existe exame de rastreamento anual estabelecido para esses tumores, diferentemente do que ocorre com câncer de mama e próstata. Por isso, a busca por avaliação médica ao surgirem sintomas é fundamental para possibilitar diagnóstico precoce.

O diagnóstico envolve exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, e confirmação por biópsia. O tratamento é multidisciplinar e pode combinar cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia, conforme a extensão da doença.

Atualmente, os avanços terapêuticos têm ampliado as chances de cura e reduzido a incidência e a intensidade de sequelas, embora efeitos adversos ainda possam ocorrer.

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