quarta-feira, março 25, 2026
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Mutirão da Mulher de MS realiza 230 mil procedimentos no fim de semana

Um mutirão nacional envolvendo cerca de mil hospitais e centros de saúde públicos e privados realiza, neste fim de semana, mais de 230 mil procedimentos entre exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas.

A iniciativa prioriza a atenção à saúde da mulher em março e integra o programa Agora Tem Especialistas, lançado no ano passado para reduzir as filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos de média e alta complexidade.

O ministro da Saúde visitou o Hospital Universitário de Brasília (HUB), da rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que participa do mutirão e tem previsão de realizar 800 atendimentos ao longo do fim de semana.

Ao longo dos dois dias, serão ofertados exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e testes oftalmológicos e auditivos, além de consultas com especialistas. Estão também agendadas cirurgias ginecológicas — incluindo histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor uterino e laqueadura — e procedimentos gerais como cirurgia de catarata, tratamento cirúrgico de varizes, retirada de hérnia, de vesícula e de tumores de pele. A regulação e o encaminhamento das pacientes em fila de espera são responsabilidade das secretarias estaduais e municipais de saúde, que apoiam a ação.

O programa Agora Tem Especialistas prevê uma nova tabela de pagamentos do SUS, com aumento de até quatro vezes nos repasses para cirurgias e exames. Também houve troca de dívidas tributárias de hospitais privados por atendimento especializado a pacientes do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, essas medidas contribuíram para que o SUS registrasse em 2025 mais de 14,7 milhões de procedimentos eletivos, um crescimento de 40% em relação a 2022.

Os mutirões periódicos têm sido uma das estratégias para reduzir a fila que aumentou desde a pandemia, quando houve suspensão temporária de cirurgias eletivas e exames especializados, gerando acúmulo de demanda.

Na programação dedicada à prevenção, estão previstos o implante de 3,8 mil unidades do Implanon, dispositivo contraceptivo subdérmico com eficácia de até três anos. O método é oferecido gratuitamente pelo SUS; na rede privada o custo pode chegar a R$ 3 mil.

No HUB, a mobilização, denominada “Dia E”, concentra esforços para ampliar o acesso a atendimentos e otimizar a capacidade instalada, integrando equipes multiprofissionais. A unidade também oferece procedimentos como embolização de miomas e sessões de radioterapia durante o mutirão.

Entre as pacientes atendidas no sábado estiveram pessoas que aguardavam há anos por exames ou tratamentos. Uma mulher de 41 anos que descobriu perda auditiva há cerca de quatro anos recebeu aparelho auditivo e encaminhamento para cirurgia no ouvido. Outra paciente, de 42 anos, participou do mutirão oftalmológico exclusivo para mulheres com 40 anos ou mais, saiu com óculos e foi encaminhada para cirurgia de pterígio.

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