sexta-feira, março 27, 2026
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Mutirão contra a epidemia de chikungunya em aldeias inspeciona 1.513 moradias em 2 dias

Equipes coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde fizeram ações de tratamento químico em 648 moradias e encontraram 382 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, sendo que 90% destes focos estavam em caixas d’água, lixos, pneus

A Prefeitura de Dourados coordenou, com apoio estadual e de órgãos federais e municipais, um mutirão de combate à epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados. Em dois dias de ações foram vistoriadas 1.513 moradias nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde a epidemia foi confirmada.

A operação reuniu equipes das secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos, o Governo do Estado, a Prefeitura de Itaporã, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e lideranças locais. Participaram 75 agentes de endemias e 20 agentes de saúde indígena.

Foram realizadas 27 borrifações com máquina costal motorizada e aplicação de inseticida por meio de dois nebulizadores tipo Leco. Em dois dias de mutirão, 648 residências receberam tratamento químico e foram encontrados 382 focos de larvas de Aedes aegypti. Cerca de 90% desses criadouros estavam em caixas d’água, lixo, pneus e recipientes com acúmulo de água.

No primeiro dia, 664 imóveis foram vistoriados; 171 focos foram identificados e 288 moradias receberam intervenção para eliminação de larvas. Também foram feitas borrifações com máquina costal em 13 imóveis para reforçar o controle.

No segundo dia, a vistoria alcançou 849 moradias. Foram tratados quimicamente 360 domicílios e localizados 211 focos de larvas, com concentração novamente em caixas d’água, garrafas PET, vasilhas para animais, lixo e pneus.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente, a reserva registra 99 casos confirmados de febre chikungunya e 183 notificações em investigação. As ações continuaram na quarta-feira (11) com o objetivo de ampliar o alcance das vistorias e do controle dos criadouros.

A prefeitura informou que, embora o combate ao mosquito e a atenção primária nas aldeias sejam atribuições federais, a gravidade da situação motivou a mobilização municipal e a articulação com secretarias e órgãos estaduais e federais para o enfrentamento da doença.

Agentes apontam que a maioria dos criadouros está em caixas d’água, cenário agravado pelo armazenamento de água da chuva devido à falta de abastecimento potável e à distribuição irregular mesmo em domicílios com rede encanada. Em locais onde não é possível descartar a água, as equipes empregam produtos biológicos — larvicidas ou bioinseticidas — indicados para eliminação das larvas do Aedes aegypti e sem risco para pessoas e animais, conforme orientação técnica.

Paralelamente às ações nas residências, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram inspeções em prédios públicos da reserva, incluindo escolas, unidades de saúde e centros de assistência social.

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