quinta-feira, março 26, 2026
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Mulheres ocuparão pelo menos 50% das vagas na segunda fase do CNU

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (30), uma importante mudança para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Agora, o número de mulheres convocadas para a segunda etapa será igual ao dos homens, tanto nas categorias de livre concorrência quanto nas de cotas.

Essa decisão, conforme a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, foi motivada pelos dados do último concurso. Embora as mulheres tenham representado 56,2% das inscrições, sua participação na segunda fase ficou aquém, com maioria apenas em um dos oito blocos disponíveis.

Na segunda fase, um total de candidatos será convocado, correspondendo a nove vezes o número de vagas disponíveis. Em 2024, no dia da primeira etapa, foi observada uma desistência significativa entre as candidatas, que representaram 54,6% dos inscritos, mas somente 39,3% seguiram para a fase seguinte. O bloco com maior disparidade foi o de tecnologia, dados e informação, onde as mulheres constituíram apenas 8,4% dos aprovados. Já no bloco 6, referente a setores econômicos e regulação, elas foram 25,7% entre os selecionados. Nas áreas de nível médio, conseguiram 26,2%. A exceção ocorreu no bloco 5, que abrange educação, saúde e desenvolvimento social, onde as mulheres obtiveram 60,3% das vagas.

Esse novo critério não deve ser confundido com uma reserva de vagas, mas sim visto como uma política afirmativa visando promover a inclusão e aumentar as oportunidades para mulheres na segunda etapa. A ministra ressaltou que as mulheres frequentemente assumem o papel de cuidadoras em suas famílias, o que justifica tal medida. A faixa etária com maior concentração de aprovações entre mulheres foi entre 35 e 45 anos.

Além disso, o governo está implementando medidas de apoio para as mulheres que forem aprovadas, como a criação de salas de amamentação e espaços para que crianças possam ser cuidadas durante os cursos de formação.

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