segunda-feira, março 30, 2026
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MST bloqueia rodovia no Tocantins em protesto por desapropriação de terras

Na manhã desta segunda-feira (8), um grupo de sem-terra bloqueou um trecho da rodovia TO-404 em Araguatins, no norte do Tocantins, a cerca de 600 quilômetros de Palmas, a capital do estado.

Participaram da manifestação mais de 200 famílias que vivem desde 2013 no Acampamento Carlos Marighella, localizado às margens da rodovia. O objetivo do protesto era pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a desapropriar duas propriedades rurais na região do Bico do Papagaio, com a intenção de destinar as terras ao Programa Nacional de Reforma Agrária.

Os manifestantes, portando bandeiras e ferramentas rurais, improvisaram bloqueios com pneus, troncos e galhos, impedindo o trânsito entre Araguatins e Augustinópolis das 5 horas da manhã até cerca de meio-dia.

A interrupção nas vias só foi suspensa após representantes do Incra assegurarem uma reunião com as famílias para tratar das reivindicações. O instituto confirmou que a reunião ocorrerá nesta terça-feira (9) com o superintendente Edmundo Rodrigues e outros membros da equipe.

O movimento alegou que o Incra não cumpriu acordos anteriores para vistoriar as fazendas Água Amarela e Santa Hilário, ambas situadas em Araguatins. O MST destacou que as propriedades são de domínio público, sendo que a primeira já teve o título de propriedade cancelado e a segunda está sob uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que valida o processo de desapropriação.

O MST também mencionou um aumento da violência na área, citando casos de disparos contra o acampamento e incêndios em barracos.

Em resposta, a superintendência do Incra em Tocantins afirmou que está empenhada em atender as demandas do Programa Nacional de Reforma Agrária, que estava paralisado nas gestões anteriores. O instituto garantiu que as reivindicações das famílias foram discutidas em uma reunião em agosto e que planeja realizar a vistoria na propriedade ainda neste mês.

Além disso, a superintendência está mantendo diálogo com os sem-terra, a direção do MST e a polícia local em busca de uma solução pacífica para a desobstrução da rodovia. Até o momento, a Agência Brasil não obteve retorno dos proprietários das fazendas mencionadas.

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