sexta-feira, março 27, 2026
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MS antecipa ações, articula com municípios e intensifica combate ao Aedes aegypti para 2026

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), intensificou no início de 2026 a articulação técnica com os 79 municípios para reforçar o controle do Aedes aegypti no período de maior risco sazonal.

A estratégia estadual prioriza a padronização das ações, o suporte técnico às gestões municipais e a atuação integrada em todo o território. Entre as medidas ampliadas estão o bloqueio químico com uso de bomba costal motorizada e a expansão da BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), que terá execução em todos os municípios neste ano.

A BRI consiste na aplicação de inseticida de efeito residual em pontos estratégicos, principalmente em locais de grande circulação, oferecendo proteção por várias semanas. Paralelamente, a SES avança na implantação de armadilhas ovitrampas: o monitoramento já está em fase final e apenas nove municípios ainda não concluíram a instalação.

Outra tecnologia incorporada é a das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), que utilizam o próprio mosquito como vetor para levar o larvicida a recipientes de difícil acesso, como calhas e áreas de construção, aumentando a eficiência do controle de focos.

O planejamento também inclui capacitação das equipes municipais por meio de reuniões técnicas, treinamentos presenciais e encontros online, para alinhar procedimentos e esclarecer dúvidas operacionais.

No campo epidemiológico, os primeiros registros do ano mostram notificações de dengue ligeiramente superiores às do mesmo período de 2025. Além disso, a circulação da chikungunya já foi identificada em alguns municípios, o que exige vigilância contínua e resposta coordenada entre SES e administrações locais.

Para 2026, a meta é que todos os municípios realizem visitas domiciliares, consideradas a principal ferramenta de prevenção. Nessas visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam moradores, identificam focos e registram situações que demandam encaminhamento a outros setores.

Os mutirões de limpeza seguirão sendo incentivados com abordagem mais estratégica, orientada pela identificação dos tipos de depósito predominantes em cada local — lixo, caixas d’água, tonéis, fossas, entre outros. A Vigilância Sanitária dará apoio em pontos específicos, como borracharias e ferros-velhos.

A SES reforça que o controle do mosquito depende também do engajamento da população. A recomendação é que cada morador reserve ao menos 10 minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água, contribuindo para reduzir o risco de transmissão de dengue e chikungunya ao longo de 2026.

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