A exposição “Mamáfrica — Ancestralidades Africanas entre Brasil e Cuba” foi inaugurada nesta terça-feira (9/12) no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A mostra reúne 80 obras de 68 artistas — entre pinturas, esculturas e instalações — e aborda temas como ancestralidade, espiritualidade, cotidiano, celebrações populares e expressões afro-latino-americanas.
Entre os trabalhos em destaque está La trata del Esclavo, do artista cubano Pedro Luis Ramirez Garcia, que representa homens escravizados mortos em um navio. Também integram a mostra peças Naif produzidas por um coletivo de mulheres da Paraíba.
A iniciativa já passou por Salvador, São Paulo e Santos. O projeto integra uma proposta de aproximação cultural entre Brasil e Cuba, reunindo criações de artistas de diferentes regiões e trajetórias.
No Rio, a curadoria incluiu homenagens a duas referências da cultura negra brasileira: Tia Ciata, reconhecida como líder religiosa e matriarca do samba carioca, e Heitor dos Prazeres, músico, compositor e artista visual cujo trabalho retratou morros, favelas e rodas de samba.
A exposição fica em cartaz até 1º de março de 2026 no Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro. Após essa temporada, seguirá para Brasília. A entrada é gratuita.



