A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, motivou notas oficiais e pedidos de apuração por parte de instituições de saúde e entidades médicas.
O Ministério da Saúde registrou a atuação da médica no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e manifestou condolências a familiares, colegas e pacientes. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) requisitou investigação rigorosa e ressaltou a preocupação com a insegurança enfrentada por profissionais de saúde e pela população. A Associação dos Funcionários do Inca (Afinca) afirmou que manterá a memória da profissional como legado de dedicação à medicina e ao serviço público.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio informou que, por determinação do secretário Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação. As investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Segundo apuração, Andréa foi baleada na noite de domingo (15) ao sair da casa dos pais. Ela dirigia o próprio carro quando foi atingida por disparos ocorridos durante uma perseguição policial a suspeitos de roubo na região. Há a suspeita de que o veículo da médica tenha sido confundido com o utilizado pelos criminosos.
O corpo de Andréa Marins Dias será enterrado na tarde desta terça-feira (17) no Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio.



