segunda-feira, março 30, 2026
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Moraes menciona “possível tentativa de fuga” de Bolsonaro em sua decisão

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi executada em resposta a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada devido à convocação de uma vigília nos arredores da residência onde Bolsonaro está sob prisão domiciliar, programada para este sábado (22).

Moraes justificou a ação afirmando que o evento poderia provocar agitação e potencialmente facilitar uma tentativa de fuga do ex-presidente. O ministro também recebeu notificações do Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal sobre uma violação do dispositivo de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada do mesmo dia, o que, segundo ele, indicava a intenção de desativar a tornozeleira eletrônica para facilitar uma evasão durante a manifestação organizada por um de seus filhos.

Em sua decisão, Moraes agendou uma audiência de custódia para este domingo (23) via videoconferência, a ser realizada na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, além de determinar que o réu receba atendimento médico contínuo.

Ainda conforme a decisão, todas as visitas ao ex-presidente precisam de autorização prévia do STF, exceto aquelas realizadas por advogados ou pela equipe médica responsável por seu tratamento de saúde.

Moraes também mencionou o caso de Alexandre Rodrigues Ramagem, outro condenado na mesma ação penal que teria deixado o país para evitar a aplicação da lei, atualmente residindo em Miami, EUA, como um indicativo adicional da possibilidade de fuga de Bolsonaro.

Além disso, a convocação de uma vigília de orações pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais foi citada. A vigília deveria ocorrer próxima à casa onde o ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão no primeiro núcleo da trama golpista. Ele e outros réus podem enfrentar a execução das penas nas próximas semanas. A prisão domiciliar foi imposta após descumprimentos de medidas cautelares previamente estabelecidas pelo STF, incluindo restrições de contato com embaixadas e autoridades estrangeiras, além do uso de redes sociais.

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