Em uma nova manifestação em apoio à Palestina, milhares de pessoas se reuniram no centro de São Paulo para expressar solidariedade aos ativistas que foram detidos por Israel ao tentarem romper o bloqueio naval da Faixa de Gaza.
Durante o protesto, os manifestantes criticaram as ações da marinha israelense e expressaram preocupação com a segurança dos 14 brasileiros dentre os numerosos ativistas presos. A mobilização, organizada principalmente na Avenida Paulista, seguiu em direção à Praça Roosevelt.
O grupo, que apresentava uma diversidade significativa, incluía membros de partidos políticos, sindicatos, pessoas de origem árabe e estudantes. Os participantes exigiram do governo brasileiro, sob a liderança de Lula, a suspensão das relações diplomáticas e comerciais com Israel, alegando que a continuidade dessas relações busca apoiar um governo que, segundo eles, comete atos genocidas.
Neste contexto, os manifestantes também relembraram a trajetória de Yasser Arafat, ex-líder da Autoridade Palestina e laureado com o Prêmio Nobel da Paz, mencionando-o em paralelo com os atuais líderes e ativistas da causa palestina.
Um dos grupos focais da mobilização foi a Flotilha Global Sumud, que contava com cerca de 50 embarcações e 461 ativistas que se dirigiam à Faixa de Gaza com doações de alimentos e medicamentos. O objetivo era aliviar os efeitos do bloqueio israelense, que tem causado mortes por inanição e surtos de doenças na região.
Os barcos da flotilha foram interceptados pela marinha e a força aérea de Israel na última quarta-feira, em águas internacionais, resultando na detenção de todos os ativistas. Entre as denúncias de violência durante essa abordagem está a suposta agressão a uma ativista norueguesa, que teria sido atacada como exemplo para os demais.
Das mais de 400 pessoas detidas, onze são brasileiras. Para o governo do Brasil, a ação israelense violou normas de direito internacional sobre a liberdade de navegação, conforme estabelecido por convenções das Nações Unidas. Em uma declaração oficial, o Ministério das Relações Exteriores manifestou preocupação com a detenção e exigiu que Israel fosse responsabilizado por quaisquer atos violentos ocorridos contra os ativistas. Além disso, enfatizou a necessidade de garantir a segurança e integridade física dos detidos enquanto estiverem sob custódia israelense.



