O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 14 de abril, por videoconferência, o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no processo penal que investiga suposta coação no curso do processo. A presença do acusado na audiência não é obrigatória.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ao final de 2025 por ausentar-se de um terço das sessões deliberativas, como prevê a Constituição. Em 2025, ele faltou a 56 das 71 sessões, equivalente a 79%.
Antes de agendar o depoimento, Moraes determinou a notificação do ex-parlamentar por edital. Como Eduardo não foi localizado e não indicou advogado particular, o ministro autorizou que a defesa fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).
Em novembro do ano passado, o STF aceitou por unanimidade denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou suposta atuação do ex-deputado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar por aumento de tarifas sobre exportações brasileiras e pela suspensão de vistos de ministros do governo federal e do STF.



