sábado, março 28, 2026
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Ministro justifica anulação de 3 questões do Enem por medidas de precaução

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou durante uma entrevista à TV Educativa do Ceará que três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram anuladas como medida preventiva, visando garantir a integridade do exame. A Polícia Federal está iniciando investigações sobre um possível vazamento dessas perguntas.

O Enem utiliza um extenso banco de questões, que são submetidas a pré-testes com diferentes grupos de estudantes. Relatos indicaram que uma pessoa envolvida nesse pré-teste teria divulgado informações durante uma transmissão ao vivo.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) havia recebido informações sobre a antecipação de questões similares às do Enem, o que levou à medida cautelar. O ministro enfatizou que a anulação foi uma forma de assegurar que nenhum candidato fosse prejudicado. Ele ressalvou que a validade dos demais 87 itens da prova e da redação permanece inalterada.

As investigações sobre possíveis fraudes são de responsabilidade da Polícia Federal, uma vez que o Enem é um serviço federal de interesse público e é coordenado pelo Inep, que é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação.

Para a construção e correção do Enem, o Inep utiliza a Teoria da Resposta ao Item (TRI), um modelo estatístico que leva em consideração as particularidades de cada questão. As questões são pré-testadas em grupos de estudantes para “calibrar” seu nível de dificuldade antes de serem integradas ao exame. Isso garante que apenas questões aprovadas nos pré-testes sejam incluídas no Banco Nacional de Itens, que serve para a elaboração das edições do Enem. O Inep adota diversas estratégias para garantir a qualidade e a precisão das questões que compõem o exame.

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