sábado, abril 4, 2026
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Ministro considera situação da chikungunya em Dourados crítica

O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, realizou visita a Dourados (MS), cidade que está em situação de emergência por um surto de chikungunya.

Dados do governo de Mato Grosso do Sul apontam que, entre janeiro e o início de abril, foram confirmados 1.764 casos da doença no estado, incluindo 37 gestantes. Outros 1.893 casos permaneciam em análise.

Dourados concentra a maior parte dos registros, com 759 casos prováveis. A situação tem afetado toda a população, com impacto mais agudo nas comunidades indígenas da região.

No estado foram registrados sete óbitos relacionados à chikungunya. Cinco mortes ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, entre elas dois bebês com menos de quatro meses. As demais mortes foram registradas em Bonito e Jardim.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) emitiu alerta epidemiológico sobre o aumento de casos na cidade. Em consequência, a Prefeitura de Dourados decretou emergência em 27 de março e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação em 30 de março.

Como parte das ações federais, agentes da Força Nacional do SUS foram deslocados para integrar uma força-tarefa com servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. Equipes de saúde já atuam diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

O governo federal liberou cerca de R$ 3,1 milhões para Dourados. A verba foi distribuída da seguinte forma: R$ 1,3 milhão para socorro e assistência humanitária; R$ 974,1 mil para limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado; e R$ 855,3 mil para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

O Ministério da Saúde prevê contratação temporária e capacitação de 50 agentes de combate a endemias, sendo 20 agentes com início previsto imediato. Outros 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa também foram mobilizados para reforçar o atendimento e as ações de controle do Aedes aegypti.

As medidas visam interromper o ciclo de transmissão, intensificar o controle vetorial e aprimorar o atendimento aos pacientes. Também foram anunciadas ações de monitoramento diário dos casos e priorização do atendimento aos quadros agudos.

Em razão da configuração urbana que cerca a Reserva Indígena de Dourados, autoridades federais apontaram a necessidade de melhorar a gestão de resíduos sólidos nas aldeias, com ações de coleta de lixo para reduzir criadouros do mosquito. Estão previstas reuniões entre representantes dos governos municipal, estadual e federal para discutir projetos estruturais voltados à melhoria da coleta e da infraestrutura nas comunidades indígenas.

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