domingo, março 29, 2026
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Ministro alerta sobre riscos do tarifaço para o mercado interno no Brasil

Os Estados Unidos anunciaram um aumento tarifário de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, o que pode levar a uma redução temporária nos preços de alguns alimentos no Brasil. Essa diminuição pode beneficiar o consumidor, ao provocar uma inflação mais baixa nos itens alimentícios. Porém, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, alertou que essa medida também pode desestimular os produtores internos, o que seria prejudicial para a economia do país.

Em um programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro ressaltou que o governo enfrenta o desafio de equilibrar os preços acessíveis para o consumidor e a viabilidade para os produtores. O foco é garantir um preço justo tanto para quem consome quanto para quem produz.

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, justificou a nova tarifa apontando desvantagens na relação comercial entre os países e questões relacionadas a investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Dias comentou que a diminuição nas exportações de produtos como laranja, cafe, carnes e frutas poderia potencialmente beneficiar o mercado interno. Contudo, enfatizou que a ideal seria uma queda nos preços impulsionada por competitividade, não apenas por tarifas. Para isso, apontou a necessidade de aumentar a produção e oferecer financiamentos mais acessíveis.

Ele também destacou que, ao proteger o consumidor, é crucial garantir o apoio aos produtores para evitar que a produção seja desestimulada. A estratégia do governo inclui a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que busca alternativas de mercado para beneficiar, por exemplo, os setores de mel, frutas e carne.

Wellington Dias lembrou que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos historicamente favorece os norte-americanos, com o Brasil importando mais do que exportando. O ministro criticou as alegações de Trump, indicando que suas ações não têm fundamento econômico, mas são motivadas por interesses especulativos. Ele sugeriu a necessidade de uma investigação internacional e reiterou a importância de manter o diálogo diplomático entre os países.

Além disso, Dias mencionou que tanto o STF quanto a Justiça americana estão investigando práticas suspeitas em torno do anúncio tarifário, com indícios de que alguns indivíduos se beneficiaram ao especular sobre a valorização do dólar antes da divulgação da medida.

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