sexta-feira, março 27, 2026
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Ministro afirma que agentes da segurança de Maduro foram mortos a sangue frio

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, apareceu em vídeo neste domingo (4) acompanhado por integrantes das Forças Armadas para tratar do ataque ocorrido no sábado (3). O governo informou que parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta durante a ação, realizada por forças norte-americanas e que resultou na captura do presidente.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do país e levados a Nova York. Segundo as autoridades norte-americanas, o presidente venezuelano está detido na cidade sob acusação de narcoterrorismo.

No sábado, diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas em meio ao ataque militar que culminou na operação de captura.

O episódio representa uma nova intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última operação de invasão terrestre citada em registros históricos ocorreu em 1989, no Panamá, com a apreensão do então presidente Manuel Noriega, também acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.

Os Estados Unidos acusam Maduro de chefiar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, acusação que, segundo relatos, não foi acompanhada de provas apresentadas publicamente. Especialistas em tráfico internacional de drogas têm questionado a existência desse grupo.

Durante o governo de Donald Trump, foi oferecida uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro.

A operação reacendeu discussões sobre o papel dos Estados Unidos na região e sobre interesses estratégicos relacionados ao petróleo venezuelano, país detentor das maiores reservas comprovadas de óleo do planeta.

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