quinta-feira, março 26, 2026
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Mercado reduz projeção da inflação para 4,33% este ano

O mercado financeiro reduziu a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 de 4,36% para 4,33%. A estimativa consta do boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, que reúne projeções semanais de instituições financeiras.

Para 2026, a previsão caiu de 4,10% para 4,06%. As estimativas para 2027 e 2028 são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Esta foi a sexta semana consecutiva de recuo na projeção para 2025, levando a expectativa ao intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional para a meta de inflação. A meta central é de 3,0%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (limites de 1,5% a 4,5%).

Em novembro, a alta das passagens aéreas pressionou o IPCA, que subiu 0,18% no mês. Em outubro, o índice havia registrado alta de 0,09%. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,46%, dentro do intervalo definido pelo CMN.

Taxa Selic

A taxa básica de juros (Selic) permanece em 15,00% ao ano, nível definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O colegiado manteve a Selic nesse patamar pela quarta reunião seguida na última reunião do ano e não apontou um cronograma para cortes.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. Após cair a 10,5% em maio do ano passado, a taxa passou por elevações a partir de setembro de 2024 e atingiu 15% na reunião de junho, mantendo-se desde então.

A pesquisa Focus projeta queda da Selic para 12,25% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções, para 10,5% e 9,75% ao ano, respectivamente.

A elevação da Selic tem por objetivo conter demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que tende a pressionar menos os preços e frear a expansão econômica. Em sentido oposto, cortes na Selic normalmente barateiam o crédito e incentivam produção e consumo, com impacto sobre a inflação. Bancos também consideram risco de inadimplência, margem de lucro e custos administrativos na formação das taxas cobradas aos consumidores.

PIB e câmbio

No boletim Focus, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano subiu de 2,25% para 2,26%.

A projeção para 2026 é de crescimento de 1,8%. Para 2027 e 2028, as previsões são de alta de 1,81% e 2,0%, respectivamente.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%, impulsionada pela expansão dos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB encerrou o ano com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando o avanço foi de 4,8%.

No mercado cambial, a cotação do dólar estimada pelo Focus está em R$ 5,43 para o fim deste ano. Para o encerramento de 2026, a projeção é de R$ 5,50.

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