A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a principal medida de inflação do Brasil, sofreu uma leve redução, passando de 4,83% para 4,81% em 2023. As informações são do boletim Focus, um relatório semanal do Banco Central que compila as previsões de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.
A projeção para a inflação em 2026 também foi ajustada para baixo, de 4,29% para 4,28%. Para os anos seguintes, as expectativas são de 3,9% em 2027 e 3,7% em 2028.
Atualmente, a estimativa para este ano excede o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em limites de 1,5% a 4,5%.
Em agosto, a inflação oficial apresentou uma deflação de 0,11%, impulsionada pela queda nas tarifas de energia elétrica. Com esse resultado, o IPCA acumulado em doze meses ficou em 5,13%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Os juros básicos, controlados pela taxa Selic, estão fixados em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantém essa taxa como medida para controlar a inflação, considerando o cenário econômico global e a desaceleração do crescimento interno.
O Copom expressou a intenção de manter a taxa atual por um longo período, visando cumprir a meta inflacionária. A expectativa é que a Selic se mantenha em 15% ao ano até o final de 2025, diminuindo para 12,25% em 2026, seguidas de reduções para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
Quando o Copom decide elevar a taxa básica de juros, o objetivo é conter o consumo excessivo, já que os juros mais altos oneram o crédito e estimulam a poupança. Contudo, essas taxas elevadas podem também restringir o crescimento econômico. Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, promovendo tanto a produção quanto o consumo.
O boletim Focus também mantém a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2,16% para 2023. Em 2026, a expectativa de crescimento do PIB é de 1,8%, com projeções de 1,9% e 2% para 2027 e 2028, respectivamente. No segundo trimestre deste ano, o crescimento da economia foi de 0,4%, sendo que em 2024, o PIB registrou um aumento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021.
Por fim, a expectativa para a cotação do dólar é de que chegue a R$ 5,48 até o final deste ano, com projeções de R$ 5,58 para o final de 2026.



