O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu nesta sexta-feira (13) com delegados da Polícia Federal (PF) para tratar das investigações envolvendo o Banco Master.
O encontro, que durou cerca de duas horas, serviu para que ambos os lados definissem os procedimentos a serem adotados nas próximas etapas do inquérito. Foi o primeiro contato de Mendonça com o caso.
A partir de agora, o desdobramento das apurações ficará sob a condução do ministro, que também é relator de outro inquérito sobre descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mendonça assumiu a relatoria do processo na quinta-feira (12), depois que o ministro Dias Toffoli pediu para ser afastado da função. A saída de Toffoli foi comunicada em reunião entre os ministros, quando foi informado que o nome dele aparece em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Master — aparelho apreendido pela PF durante operação de busca e apreensão.
Contexto da investigação
Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a concessão de créditos fictícios pelo Banco Master. A apuração inclui, entre outros pontos, a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), estatal vinculada ao governo do Distrito Federal.
Segundo as investigações, as fraudes podem atingir o montante de R$ 17 bilhões.



